Príncipe William e Kate Middleton deram uma raríssima declaração pública sobre um tema polêmico: os e-mails, documentos e trocas de mensagens do criminoso sexual Jeffrey Epstein, tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (09), o Palácio de Kensington soltou uma nota em nome dos monarcas.
“Posso confirmar que o Príncipe e a Princesa de Gales ficaram profundamente preocupados com as revelações contínuas [do caso Epstein]”, afirmou o porta-voz em comunicado. A nota acrescenta que “os pensamentos de William e Kate continuam voltados às vítimas” do predador sexual.
Kate e William não citam nomes, mas a nota marca o rompimento definitivo e o repúdio do casal ao Príncipe Andrew, que aparece em diversos documentos da investigação. E-mails indicam que ele repassou informações confidenciais a Epstein quando era representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, cargo que exerceu por 10 anos.
Uma foto que consta nos arquivos de Epstein mostra o ex-príncipe de quatro em cima de uma mulher, que teve a identidade preservada. Além disso, Andrew é acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes do magnata.
Kate e William viveram um momento de desacordo com o Rei Charles III nos bastidores da Família Real por conta de Andrew. Afastado da monarquia desde 2019, o ex-príncipe abriu mão dos títulos reais no ano passado, mas será bancado pelos fundos pessoais do irmão.
Segundo informações do especialista real Rob Shuter na newsletter Shuter Scoop, o pai de George, Charlotte e Louis defendia um rompimento ainda maior com o tio, o que resultou em muitos conflitos internos.
Após o novo escândalo causado pela divulgação dos documentos de Epstein, Andrew saiu da mansão em Windsor e se mudou para uma propriedade privada de Charles, por ordem dele, em Sandringham.